No post de hoje, falaremos sobre a acidez do vinho. Essa é uma das características que devem ser usadas para o equilíbrio de uma boa bebida, ao lado da adstringência dos taninos e o sabor doce dos açúcares.

Para se obter um resultado harmonioso, o vinho não deve ter excesso ou falta de acidez; a quantidade deve ser equilibrada ainda no processo de fabricação, já que a qualidade e o tipo de uva influenciam diretamente no resultado. Quando a uva matura totalmente, seus níveis de acidez despencam e os açúcares se elevam, portanto, é preciso que o enólogo tenha experiência no cultivo e colheita para saber exatamente o melhor período para iniciar a produção de um vinho refrescante.

Atualmente, a tecnologia nas viniculturas já permite que as produções sejam bem equilibradas, mesmo quando a uva perde seu teor ácido naturalmente.

Na hora da degustação, é possível medir o nível de acidez dos vinhos pela sensação que ela causa nas extremidades da língua: quanto maior a salivação, mais ácido é o fermentado.  Alguns degustadores, principalmente os residentes de regiões mais frias, categorizam vinhos com pouca acidez como maçantes e doces demais. Em vinhos brancos, a exigência aumenta: por serem mais refrescantes é essencial que tenham a quantidade correta de acidez, ou acabam ficando pesado e amargos.

Além disso, o desequilíbrio também causa estranhamento na harmonização com pratos, que pode ser ainda mais difícil. Vinhos brancos com teor de acidez satisfatórios são perfeitos, pois têm a função de aumentar a salivação, facilitando assim o processo de digestão. Por sua vez, os tintos funcionam muito bem ao acompanhar molhos de tomate, onde ambos os produtos têm o paladar exaltado. Em caso de pratos salgados demais ou apimentados, os vinhos ácidos funcionam como inibidor do desconforto gustativo.