O teor alcoólico no vinho surge por meio da fermentação dos açúcares naturais (glicose e frutose) encontrados nas uvas maduras. Para conseguir transformar esses açúcares em álcool é necessário adicionar leveduras ao mosto; quanto mais tempo as bactérias ficarem em contato com a solução, mais alcoólico o vinho ficará e mais dióxido de carbono será produzido.

Além desse processo, o vinho também sofre alterações no teor alcoólico baseados na latitude e altitude onde é produzido, a exposição e condução da vinha, condições climáticas, índice de produção, poda, fertilização e do profissionalismo do enólogo em saber qual a época adequada para se fazer a colheita. Depois que a fabricação começa, a concentração e o açúcar residual da bebida também influenciam diretamente na graduação alcoólica.

vinho

Quando a área em que o vinho é produzido tem temperaturas excessivas, pode ter certeza que o equilíbrio de um bom vinho será afetado. Em algumas regiões da Europa, por exempli, o verão extremamente quente produz uvas apertadas pelo calor, com grande quantidade de açúcar e pouco poder ácido. Isso significa que o enólogo terá a missão de equilibrar esses desequilíbrios naturais durante o processo de fermentação. Ao contrário, locais mais frios produzem uvas ácidas, mas não muito doces, sendo que o produtor sofre com o mesmo dilema.

A água e o etanol são os principais ingredientes de um bom vinho. O primeiro deixa um gosto doce do vinho, deixando sua textura macia, enquanto o segundo traz equilíbrio e sobriedade. Para conseguir um excelente vinho, é necessário que o fabricante consiga estabelecer um bom equilíbrio entre taninos, acidez, doçura e teor alcoólico. Para muitos degustadores, a graduação alcoólica é o fator determinante para saber se o vinho será bom o ruim e dentro de parâmetros sensatos, quanto maior for a graduação alcoólica do vinho e menor ser a identificação gustativa do mesmo, melhor.