No post de hoje falaremos sobre os aromas encontrados em vinhos brancos, normalmente mais suaves e cítricos, fornecendo corpo adequada e a sensação de frescor, perfeita para o verão.

Os aromas do vinho podem ser classificados como primários, secundários e terciários. Os primários provêm das uvas utilizadas no processo de fabricação, (Chardonnay e Cabernet Saufignon, por exemplo), enquanto os secundários são aromas adquiridos no processo de elaboração do vinho, durante a fermentação e o amadurecimento em barris de carvalho. Já os terciários são conhecidos como “bouquet”, aromas adquiridos após o processo de engarrafamento, muito mais complexos de serem definidos.

Celito Guerra, enólogo pesquisador da Embrapa, explica cientificamente que os aromas primários são provenientes de compostos químicos, pois as uvas são compostas por orgânicos voláteis, como carotenoides, terpenóis e pirazinas, Isso significa que, mesmo sem muitas vezes saberem desses conceitos científicos, os enógolos entendem que se colherem uvas Cabernet Sauvigon antes do tempo a pirazina, um dos compostos da uva, podem não ter completado seu processo químico e doarão ao vinho um aroma de pimentão verde.

Enquanto os aromas primários são mais frescos, normalmente exalando aromas frutados, florais, vegetais, herbáceos e minerais, os aromas secundários puxam mais para o cheiro de madeira, manteiga, levedura, tostados e enxofre. Os terciários são mais etéreos e fechados, como os odores animais, químicos, mofo e tartufo.

Nos vinhos brancos é comum os aromas de frutas cítricas, frutas do pomar, frutas tropicais, verdes, florais, frutas secas, madeiras, especiarias, minerais e confeitaria.
aromas

Análise técnica

Em uma análise mais técnica dos aromas, podemos caracterizar os vinhos quanto:

*Sanidade: Se o líquido cheira estragado ou não
*Intensidade ou ataque aromático: quantidade de aroma que o líquido permite às nossas narinas
*Complexidade: variedade de cheiros e essências que podem ser reconhecidas
*Recolhimento: Identificar e nomear os aromas que compõe o aroma final.
*Qualidade: Padrão designado individualmente de acordo com o paladar do degustador
*Originalidade: Capacidade de produção de cheios mais complexos, raros e intrigantes.
*Persistência: O tempo que o odor permanece no nosso olfato.
*Evolução: Aromas que evoluem conforme o tempo passa e o líquido começa a aflorar
*Aroma de boca: impressões retronasais percebidas entre boca e nariz.