Os vinhos brancos são normalmente elaborados a partir de uvas brancas, mas também podem ser produzidos com uvas rosadas e tintas, basta que as cascas dessas uvas sejam retiradas imediatamente após se separarem da parte líquida, impedindo que seja tingido.

Na conhecida região de Champagne, na França, as uvas do tipo Pinot Noir são as mais utilizadas na produção do espumante, já que as uvas são de difícil cultivo e geralmente crescem em maior quantidade em Borgonha. Esse tipo de uva proporciona aromas intensos que evoluem ao longo dos anos.

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A fabricação do vinho branco começa com a vendemmia (colheita da uva), que deve ocorrer no mesmo dia do seu processamento ou contar com uma estrutura tecnológica de ponta de uma boa vinícola para que possa ser armazenada em uma câmera em baixa temperatura.

Em seguida, inicia-se o processo de esmagamento da uva, quando ela é desengaçada por uma máquina especial, que não permite que as sementes sejam esmagadas junto. Isso porque as sementes têm grande quantidade de taninos, uma substância que produz sensação de adstringência na boca.

Agora é o momento em que o mosto, a grande mistura que se formou depois do esmagamento, passa por uma prensa pneumática para separar a parte sólida da parte líquida. Acrescenta-se as leveduras Saccharomyces cerevisiae para iniciar a fermentação alcoólica e transformar o açúcar já presente nas uvas, glicose e frutose, em álcool. Para cada 17 gramas de açúcar por litro as leveduras produzem 1% de etanol em condições perfeitas: com temperatura entre 15°C e 18°C.

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Terminada a fermentação, o vinho é separado da borra por meio da passagem para outro recipiente, separando-o do resíduo que fica no fundo do tanque. Alguns enólogos aproveitam esse momento para iniciar o processo denominado sur lie em que o líquido é deixado em contato com as leveduras em decomposição, que liberam gradualmente compostos polissacarídeos e aminoácidos que interagem com o vinho. Esse contato permite que o vinho sofra influência na estrutura tânica dos vinhos, sobre copo e aroma, garantindo complexidade aromática, corpo e profundidade na bebida.

Após ficar completamente turvo, o vinho passa pelo processo de filtração e logo é engarrafado por máquinas especiais que impedem o contato do líquido com o ar, evitando assim a contaminação e a oxidação.

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