O gin é um destilado feito à base de bagas de uma fruta chamada zimbro. Semelhante ao whiskey e à vodca, ele tem graduação alcoólica alta e aroma seco, sutil e refinado, sendo considerado um dos mais versáteis no quesito harmonização.

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A produção começou na Holanda em meados do século 17 pelo médico Franscisco de La Boe como uma solução medicinal para problemas urinários, como pedras no rim e infecções. Logo a bebida ganhou degustadores que aprovaram suas propriedades aromáticas, sabor marcante e o valor baixo pelo qual era vendido. Mas foi quando chegou à Inglaterra que o gin ganhou repercussão ao ser a bebida preferida de soldados britânicos, chegando até mesmo a ser proibida por ser consumida em excesso.

O auge da bebida foi nos anos 1920, período do Art Déco, quando era consumida em forma de drinks como South Side, White Lady e Dry Martini. Mas seu grande estrelato ocorreu nos anos 1950 nas mãos do herói James Bond, que pedia ao garçom um Vesper Martini “batido, não mexido”.

Depois de ficar fora das prateleiras na década de 80, o gin voltou com tudo em harmonizações gastronômicas e drinks. As marcas mais procuradas no Brasil são o Bombay Sapphire, Beefeater, Hendrick’s, Tanqueray, Gordon’s e Bulldog.

O gin é conhecido por ser uma bebida muito versátil, podendo ser preparado com frutas, ervas e sementes. Para facilitar a combinação dos ingredientes, é necessário primeiramente saber qual a categoria que a marca se encaixa: clássico, com um leve toque picante; cítrico, com toques de laranja, limão, grapefruit ou tangerina; especiado, com leve sabor de especiarias; herbal, notas bem marcantes de tomilho, hortelã, alecrim e manjericão; ou flora, com notas suaves de aromas florais ou frutados, como flor de uva verde, jasmim, violeta, olho de dragão e cassis.