Começaremos hoje nosso guia prático de degustação de vinho discorrendo sobre as etapas de  percepções e experiências que você tem ao se servir de uma boa taça de vinho. Para conseguir entender as complexidades que existem em um buquê, falaremos sobre a visão, primeiro sentido que é despertado no momento em que você serve a bebida.

Não é preciso encher a taça até a boca, basta que fique em 2/3 do copo para ser o suficiente e ideal. Segure a taça pela haste e a incline levemente em frente à um fundo branco ou a coloque próxima de um papel toalha.

Observe as cores refletidas no papel: vinhos tintos novos tendem a ser mais vermelhos e com bordas azuladas enquanto vinhos envelhecidos têm coloração marrom alaranjada e opaco. Já os vinhos brancos jovens tendem a ter nuances douradas enquanto os envelhecidos apresentam tonalidades de palha.

Cor na taça e idade do vinho

Assim que o líquido decanta durante alguns minutos, observe as cores que predominam na taça, seu grau de transparência e opacidade. Vinhos tinto vermelho-rubi, pouco densos e transparentes são característicos de tintos leves, que tendem a ser menos taninos e mais ácidos. Quando a bebida apresenta coloração vermelho-sangue ou cereja, são semitransparentes e com centro opaco significa que é um tinto médio, com níveis de acidez e taninos moderados.

No caso de tintos intensos, pode observar um líquido de coloração bordô a violeta profundo, denso e opaco. No paladar, são densos, com alto poder de taninos e baixa acidez. Os tintos jovens têm coloração viva, com nuances de roxo e vermelho, taninos e acidez alta no paladar, e aroma frutado. Por último, os tintos envelhecidos têm cores alaranjadas e amarronzadas desbotadas, com pouca acidez e taninos, mas no auge do poder aromático.

Caso você tenha decidido por degustar um bom vinho branco, saiba que quando refletem uma cor amarelo claro são considerados brancos leves, secos e cheios de acidez, feitos para serem bebidos jovens e gelados. Quando a cor refletida é um ouro-pálido, com brilho platinado, são brancos médios, com acidez equilibrada. Os brancos intensos têm coloração amarelo ocre, brilho acobreado, com pouca acidez, mas densos, aromatizados depois de envelhecidos em madeira.

Brancos jovens têm cores vivas, puxando para o amarelo esverdeado. São produzidos para serem consumidos jovens, têm acidez alta e aromas frescos. Já os brancos envelhecidos são amarelos bem escuro e opacos. Raros de serem encontrados, eles perdem o brilho ao longo dos anos e são feitos para serem apreciados depois de envelhecidos.